Imagine como a nossa vida seria mais fácil de existisse um peixe sem espinhas? Isso já é possível, graças a uma startup do Rio de Janeiro, que fez a primeira bioprodução de carne de peixe cultivada em laboratório no Brasil. A técnica inovadora ainda elimina a etapa de abate dos animais.

A pesquisa utiliza espécies como garoupa, cherne, robalo e linguado e funciona da seguinte forma: é feita uma biópsia das espécies comerciais. A partir disso, eles conseguiram e cultivaram células-tronco que serviram de fonte das linhagens celulares que possuem alta capacidade de reprodução.

Depois disso os cientistas definiram os melhores nutrientes e condições de cultivo em laboratório para seu crescimento. As células foram alimentadas em biorreatores para formar a biomassa de proteínas da carne de pescado.

Esse método foi desenvolvido no Banco de Células do Rio de Janeiro, que vai executar todo o processo. A expectativa é desenvolver um protótipo até o final deste ano e começar a produzir e comercializar a proteína em 2023.

A ideia inicial é colocá-los no mercado de embutidos, como é o caso das salsichas e alimentos preparados como nuggets e hambúrgueres. “É uma alternativa mais ecológica, sustentável. Você tem economia de água, espaço. Quando você fala de peixe, significa não ter mais que ficar pescando, acabando com populações, inclusive ameaçadas de extinção”, destacou o biólogo marinho Marcelo Szpilman, fundador e CEO da startup Sustineri Piscis.

Futuramente, serão usadas impressoras 3D para a fabricação de produção de filés e sashimis e avançar para outras espécies como atum, salmão, bacalhau e namorado.

(Com informações de Agrolink)