A John Deere anunciou durante a Consumer Electronic Show (CES), em Las Vegas, nos Estados Unidos, uma novidade que vai impactar, e muito, a rotina dos agricultores. A fabricante está se preparando para lançar seu primeiro trator autônomo. Ele já está pronto para a produção em larga escala e deve estar disponível para os agricultores ainda este ano.

A nova máquina combina o trator 8R, subsolador habilitado da TruSet, sistema de orientação GPS e novas tecnologias avançadas. “A automação deixou de ser um conceito, ela se tornou uma prática da revolução na agricultura”, afirma Dan Leibfried, diretor de inovação da John Deere para América Latina.

Esse tipo de tecnologia surgiu para otimizar a produção em um mundo que, a cada ano, demanda mais produção de alimentos. Segundo estatísticas da ONU, a população global chegará a quase 10 bilhões de pessoas em 2050 — um crescimento de 26% em relação aos 7,7 bilhões atuais.

Os agricultores terão de produzir mais e a tecnologia será a mais importante aliada nesta tarefa. O trator autônomo, portanto, possui seis pares de câmeras estéreo, que permitem a detecção de obstáculos em 360º e o cálculo da distância. As imagens capturadas pelas câmeras passam por uma rede neural profunda que classifica cada pixel em aproximadamente 100 milissegundos e determina se a máquina continua se movendo ou para, dependendo se um obstáculo é detectado. A máquina ainda verifica continuamente sua posição em relação a uma geocerca, garantindo que esteja operando onde deveria e com menos de uma polegada de precisão.

“Com esta inovação, o produtor conseguirá otimizar as operações, trazer mais segurança e ser mais eficiente. A máquina está preparada para operar 24 horas, 7 dias por semana, parando apenas para fazer o reabastecimento a cada 8 horas em média. Com o desenvolvimento tecnológico, buscamos devolver ao agricultor um tempo precioso e melhorar a qualidade de vida daqueles que nos ajudam a alimentar, vestir e abrigar a população”, complementa Leibfried.

Para usar o trator autônomo, o agricultor só precisa transportar a máquina até o campo e configurá-la para operação autônoma.  Enquanto a máquina está funcionando, o agricultor pode deixar o campo para se concentrar em outras tarefas, enquanto monitora o status da máquina em seu dispositivo móvel.

(Com informações Agrolink)