As criptomoedas representam uma tendência que só se fortalece. Uma novidade agora é que o Brasil vai ganhar a primeira usina de energia fotovoltaica financiada com recursos vindos dessas moedas digitais. A usina está sendo construído em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha (MG). Estão previstas também novas unidades na Bahia e Rio de Janeiro.

A usina vai utilizar as taxas de transação da moeda digital EnyCoin como financiamento. Segundo o CEO da EnergyPay, Marcos Silva, a unidade tem previsão de entrega para dezembro de 2022.

Segundo especialistas, o benefício das criptomoedas é que quanto mais se compra, mais ela é valorizada. Trata-se de um incentivo natural para a descarbonização, a mitigação do aquecimento global e a produção de energia limpa no Brasil e no mundo.

Geração renovável

A utilização das critptomoedas oferece um retorno financeiro em curto e longo prazo, além de menor risco que as fontes fósseis, como o petróleo, carvão mineral e gás natural, poluam o ambiente. Isso representa uma tendência de geração renovável, que deve se intensificar mais ao longo do tempo.

A usina de energia solar é audaciosa. Trata-se de um complexo que converterá a luz do sol em corrente alternada para, depois, ser transmitida, em forma de energia elétrica, para a rede do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para a energia ser enviada aos centros urbanos, serão utilizadas linhas de transmissão. A previsão é que cada polo, autorizado pelos órgãos competentes, trabalhe com um megawatt de potência. Uma vez que cada residência mineira consome em média 121.6 kw/mês, a usina de Itaobim terá capacidade para abastecer 10 mil casas, no mínimo, assim como a do Rio de Janeiro e da Bahia.

Como vai funcionar?

O custo das obras será dividido em diversas frações. Para cada uma dessas partes haverá os compradores de tokens.

Então, cada usina será constituída em quatro etapas:

1ª) Taxa de transação: nesta fase, uma parte da porcentagem será destinada ao empreendimento;

2ª) Tokenização: os interessados compram as frações das usinas solares, de acordo com os seus interesses;

3ª) Compradores privados: grupos receberão propostas diferenciadas para viabilizar as obras;

4ª) Reinvestimento sobre a produção: alavancagem, para o desenvolvimento da usina, até que a meta de construção de 15 mw seja atingida.

O CEO da EnergyPay afirma que o propósito da fintech é deixar um legado no País e mostrar que o Brasil, além de ser uma potência no segmento de energia solar, é um exportador de inovações. “O interesse do mercado nos ativos sustentáveis é uma predisposição irreversível. Inclusive, as práticas ESG estão se tornando fator legítimo de competitividade das empresas, sendo que muitas já estão adotando essas condutas. Não tem como voltar ao passado: a cada dia a preocupação com o meio ambiente se tornará o direcionamento do processo produtivo para uma gestão eficaz”.

(Com informações de Agrolink)