Uma empresa coreana anunciou recentemente que está prestes a lançar no Brasil a primeira vacina plant based do mundo voltada à prevenção da peste suína clássica (PSC). A doença é uma das mais prejudiciais à suinocultura internacionalmente e tem notificação obrigatória segunda a OIE.

A vacina Herbavac, lançada em 2019, possui diversas vantagens em relação às desenvolvidas a partir dos patógenos e apenas aguarda aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em outubro de 2021, a empresa assinou um acordo com a PlantForm para levar o Herbavac aos mercados da América do Norte, Brasil e Argentina.

O registro está previsto para ser concluído nos Estados Unidos e Canadá em cerca de um ano e na América do Sul, em 1 a 2 anos. Já existem várias vacinas contra PSC disponíveis em diferentes mercados mundiais, todas elas “vacinas vivas”, ou seja, que usam uma forma enfraquecida de um patógeno como o vírus da PSC.

Em comparação com as vacina convencionais, o Herbavac fornece forte imunidade e também a facilidade de diferenciação entre infecção de campo e animais vacinados. Por conta disso, essas vacinas ajudam a prevenir, criam uma resposta imunológica forte e duradoura.

Essa é uma característica única desta vacina que permite a veterinários, cientistas e outros determinar se uma reação de anticorpos em um porco é de fontes naturais ou da vacinação com Herbavac.

Como as vacinas plant based são feitas?

A primeira vacina plant based do mundo foi aprovada em 2006, nos Estados Unidos, e foi desenvolvida para prevenir a doença de Newcastle em aves.

Em comparação com as vacinas convencionais, as baseadas em plantas atuam como “mini-fábricas” e, por isso, são mais baratas, rápidos e com maior capacidade de escalabilidade. Elas ainda oferecem um risco menor de contaminação por patógenos animais e / ou humanos e podem produzir moléculas novas e complexas que ainda não podem ser produzidas com culturas de células animais.

Além do milho e trigo, culturas não alimentares, como o tabaco, são excelentes alternativas. Elas diminuem o risco de contaminação genética cruzada e tem um rápido crescimento. Além do tabaco, plantas como lentilha, musgo e alfafa também são utilizadas na biofarmacologia.

PSC no Brasil

O Brasil possui, atualmente uma área livre de PSC do Brasil que abrange 16 estados. Isso corresponde a 95% da produção. Mas a intenção é de ampliar ainda mais essa área.

Apesar de não haver casos de PSC na zona livre desde 1998, estados como Ceará e Piauí, na região Nordeste, registraram pelo menos cinco focos desde 2018. Todos foram em criações de subsistência, foram controlados e notificados à OIE. De qualquer forma, representam um risco enorme para todo o setor.

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), se a doença entrar em zona livre, o impacto econômico pode variar de US $ 348 milhões a US$ 1,2 bilhão, considerando alguns cenários diferentes.

Para evitar essa classe de consequências, o Mapa, a Associação Brasileira dos Produtores de Suínos (ABCS), associações locais e outros atores criaram o “Plano Estratégico Brasil Livre de PSC”. E as vacinas plant based, como a Herbavac, podem ajudar.

(Com informações de AG Evolution)