Assunto polêmico, o transplante de com órgãos de porco tem sido visto com bons olhos por especialistas por ser uma alternativa às longas filas de espera. Estudos realizados por pesquisadores brasileiros mostram que até 2025 a população já estará contando com essa opção.

Dados do Governo do estado de SP mostram que o investimento em pesquisas sobre xenotransplantes custou R$ 50 milhões. Isso foi possível graças a uma parceria entre o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e a startup XenoBrasil.

Os profissionais pretendem agora construir um biotério — local onde animais são conservados para que sejam posteriormente utilizados em experimentos científicos — para a criação de porcos destinados a fornecer os órgãos para transplante. O espaço será no campus da Universidade de São Paulo (USP).

Os transplantes de porcos em humanos não são novidade. Válvulas cardíacas do animal já são amplamente utilizadas para reparar danos no coração de humanos. Embora isso aconteça com certa frequência, essa conceito pode ainda ser considerado novo.

Coração transplantado

Quem se lembra do norte-americano David Bennet? Ele foi a primeira pessoa a receber um transplante de coração de porco no mundo (clique aqui para ler a notícia). Bennet tinha uma doença cardíaca em estágio terminal e fez o transplante como último recurso. Apesar de a operação ter sido considerada um sucesso pelos médicos, Bennett morreu dois meses depois.

O coração havia sido modificado geneticamente para evitar rejeição pelo corpo de Bennet. De acordo com o cirurgião que realizou sua cirurgia, Bartley Griffith, logo após a morte do paciente foi constatado que o órgão apresentou sinais de um vírus suíno, abrindo ainda mais essa discussão tão acalorada.

Resta agora aguardarmos por mais capítulos dessa “novela”.

(Com informações Yahoo)