Neutralizar as emissões e carbono é um dos principais assuntos que rondam o dia a dia de diversos setores, principalmente do agronegócio. Para tentar solucionar esse problema, a usina geotérmica On Power, em parceria com a Climeworks e a Carbfix, na Islândia, estão utilizando uma nova tecnologia que retira o carbono da atmosfera, o dissolve em água e injeta no solo, onde reage com rochas basálticas, se mineraliza e acaba ficando retido no subsolo.

No processo natural, parte do carbono é usado para o crescimento das plantas, outra parte é transportada pelas raízes, ao solo. Eles chegam aos microrganismos que ajudam as plantas a obterem nutrientes. Os microrganismos são responsáveis por criar complexas e estáveis formas de carbono. Este solo preservado, continuará armazenando carbono por centenas de milhares de anos, fechando desta maneira o ciclo.

Mas, você sabia que as árvores e plantas não representam a única maneira de retirar carbono da atmosfera? Boa parte do carbono é estucado naturalmente em rochas. E essa tecnologia é aplicada na usina geotérmica On Power.

De acordo com uma matéria, publicada na Forbes, ela pode ser realizada de duas maneiras. A primeira é diretamente na usina geotérmica, retirando o carbono produzido no processo de produção de energia, antes de ser liberado na atmosfera, e uma segunda tecnologia, detida pela empresa Climeworks, retira CO2 depois que ele já foi liberado, retirando CO2 diretamente da atmosfera.

Nos dois processos, as empresas se unem à Carbfix, que imita e acelera o processo natural, onde dióxido de carbono é dissolvido em água e interage com rochas basálticas, que são o tipo mais comum de rocha vulcânica, formando minerais estáveis, provendo uma estocagem permanente e segura de carbono.

A Carbfix combina o carbono retirado diretamente da atmosfera com água, produzindo um líquido ácido de ph 3,2 que é então injetado no solo até as rochas basálticas que dissolvem os íons de cálcio e magnésio nas camadas de basalto poroso, (mais conhecido como basalto vesiculado) gerando carbonatos de cálcio e magnésio. Amostras coletadas no local mostram que 95% do CO2 injetado se mineralizou no período de dois anos ocupando os poros das rochas.

Segundo especialistas, o uso desta tecnologia poderia ser adaptado a outros locais, uma vez que o basalto é abundante na natureza, cobre cerca de 70 % da superfície terrestre, estando presente no Brasil no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o Aquífero Guarani por exemplo (que representa a segunda maior fonte de água doce subterrânea do planeta) ocupa uma área de 1,2 milhões de km2 é constituído de sedimentos arenosos e lavas de basalto vesiculado, além da crosta oceânica, que é toda de rocha basáltica.

(Com informações de Forbes Agro)