Uma cooperativa da Nova Zelândia divulgou recentemente que vai ampliar o uso de um suplemento de algas marinhas nas rações de suas vacas com o intuito de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Pesquisas de laboratório, realizadas pela cooperativa Fonterra, mostraram que a alga Asparagopsis tem potencial de diminuir em 80% o metano expelido pelo gado.

Os testes, que começarão a ser realizados em fazendas na Austrália, estão sendo feitos desde 2020 em uma fazenda na Tasmânia. “Nos últimos dois anos, 900 vacas leiteiras foram alimentadas com pequenas quantidades do suplemento de algas marinhas. Os resultados foram promissores em cada etapa”, disse Jack Holden, gerente geral de sustentabilidade da Fonterra para a Ásia-Pacífico.

Os testes com o suplemento passarão agora a ser feitos em escala comercial. “Precisamos descobrir se podemos usar o suplemento de forma segura para as vacas, segura para os consumidores e para garantir que não haja impacto no sabor ou na qualidade do leite”, diz Holden.

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A Fonterra pretende zerar suas emissões líquidas de carbono até 2050. E além das algas, outros projetos estão em andamento. Um deles é o Kowbucha, que reproduz micro-organismos que inibem a produção de metano no sistema digestivo das vacas.

“Entendemos que as mudanças climáticas são um dos desafios mais prementes do nosso tempo. Ao longo de nossa cadeia de suprimentos, estamos continuamente procurando maneiras mais eficientes e ecológicas de produzir e distribuir nossos laticínios. Acreditamos que não haverá uma solução única para o desafio do metano, por isso estamos investigando várias opções diferentes”, disse a Fonterra.

(Com informações do site MilkPoint)