O surgimento de novas biotecnologias trouxe inúmeras vantagens ao agronegócio. Além de aumentar a produção, dados da Spark Smarter Decisions mostram que o uso de inseticidas específicos para lagartas caiu de US$ 1,3 bilhão para US$ 422 milhões em sete safras, graças à ciência.

O coordenador de projetos da Spark, Lucas Alves, afirmou ao site Agrolink que as sementes Bt ocupavam 6 milhões de hectares ou 20% da área plantada da oleaginosa no período 2014-15. “Na última safra essas tecnologias preencheram 30,6 milhões de hectares, alta acumulada de 400%”, disse.

Segundo ele, antes da soja Bt, as lagartas eram a principal principal preocupação do produtor. Porém, a biotecnologia mudou essa história totalmente. De acordo com o especialista, o avanço da soja com a tecnologia permitiu uma safra com menor uso de defensivos agrícolas para lagartas. “Lagartas da soja demandaram 64% da movimentação de inseticidas foliares na safra 2014-15, cerca de US$ 1,3 bilhão. Hoje, estes produtos equivalem a 28% do segmento (US$ 422 milhões), afirmou.

Para o especialista, as biotecnologias que surgem a cada dia ampliam o espectro de controle de lagartas e flexibilizam a utilização de herbicidas diferentes. Isso acabou contribuindo também para o aumento da produtividade média da soja brasileira, que era de 49 sacas por hectare na safra 2014-15 e saltou 20%, para 59 sacas por hectare, na última safra. Alves, conta que a área plantada com a oleaginosa cresceu 5%, para 38 milhões de hectares, contra 35,9 milhões de hectares da safra 2019-20.

(Com informações Agrolink)