Elon Musk atendeu, em tempo recorde, a um pedido de socorro do Vice Primeiro-Ministro da Ucrânia, Mykhailo Fedorov. Via Twitter, Fedorov pediu terminais Starlink, para garantir o fornecimento de Internet, caso os russos destruíssem a infra-estrutura de comunicações do país, que já está bem esporádica por conta da guerra iniciada pela Rússia no país europeu.

O pedido, publicado no dia 26 de fevereiro, às 9:06 da manhã, horário de Brasília, dizia: “Enquanto você tenta colonizar Marte, a Rússia tenta ocupar a Ucrânia. Enquanto seus foguetes pousam com sucesso no espaço, foguetes russos atacam civis ucranianos! Pedimos que você forneça estações Starlink à Ucrânia”.

Quando o relógio marcou 19:33 do mesmo dia, Musk já tinha a resposta pronta. “Serviço Starlink ativo na Ucrânia. Mais terminais a caminho”. O país já possuía, provavelmente, terminais comprados, mas o acesso ainda estava geograficamente bloqueado por não ter sido liberado na Ucrânia.

No dia 28 de fevereiro o primeiro-ministro publicou um agradecimento. “Starlink — Aqui”, com uma foto de um caminhão cheio de kits Starlink.

Enquanto a Starlink começava a operar, outras operadoras de Internet via satélite começaram a ter problemas no país. Aparentemente um malware foi inserido no sistema da Viasat, que simulava uma atualização de firmware e brickava os roteadores da empresa.

Maia tarde, em um tweet, Elon Musk avisou que os projetos da Starship e Starlink V2 sofreriam atrasos, pois as equipes da SpaceX estavam sendo redirecionadas para CyberDefesa. Mais tarde ele voltou à rede social e avisou que vários terminais Starlink em zonas de conflito estavam sofrendo interferência, às vezes por horas. Mas, um update de software conseguiu contornar a interferência.

Como forma de proteção, Musk pediu que as antenas dos terminais Starlink ficassem o mais longe possível de pessoas, caso os russos as identificarem e usarem como alvo.

Segundo informações do site Meio Bit, a Starlink usa tecnologia Phased Array, que concentra o sinal de rádio, tornando-o bem mais difícil de rastrear, mas não impossível. Após acontecer falhas no fornecimento de energia de algumas cidades, Musk sugeriu que fossem usados painéis solares ao invés de geradores (não apresentam uma assinatura térmica, mais seguro).

Por isso, o software do terminal Starlink foi otimizado para reduzir o pico do consumo de energia, permitindo que ele seja alimentado por um inversor ligado a um isqueiro de carro. Eles liberaram também o roaming dos terminais Starlink, para que o terminal possa ser instalado em um carro ou caminhão, coberto por camuflagem e fornecer internet para toda uma área.

Em Kiev 12 terminais Starlink serão usados para manter funcionando a infra-estrutura crítica da cidade. O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, inclusive já apareceu em fotos agradecendo os terminais Starlink. Em testes feitos, usuários conseguiram download de 201Mbps.

Mais ataques são esperados da Rússia, contudo todos são na esfera digital. A rede Starlink possui mais de 2000 satélites, mas especialistas afirmam que é virtualmente impossível derrubar todos. Tornando-a imune a ataques.

(Com informações Meio Bit)