Difundida no Brasil na década de 1970, a inseminação artificial em bovinos ainda é um mercado em ascensão. Um relatório divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) mostrou que a técnica vai crescer ainda mais. No ano de 2020, por exemplo, a coleta total de sêmen alcançou 14.899.623 doses. Já no relatório ASBIA 3º Trimestre 2021, a produção de sêmen nos nove primeiros meses deste ano já havia ultrapassado esse número.

De acordo com a pesquisa, foram produzidas 16.713.741 doses de janeiro a setembro. “Estamos analisando mais de 126 mil informações individuais para fechar o balanço de 2021, contudo, já é possível afirmar, sem sombra de dúvidas, que a Inseminação Artificial cresceu de forma absurda no país”, disse o presidente da associação, Márcio Nery. Segundo ele, a coleta de doses aumentou 70% de janeiro a setembro, em relação a 2020. A expectativa agora é que o Brasil supere esses números em 2022, pois a demanda é alta e a produção só cresce.

No primeiro semestre de 2021, as centrais de produção de sêmen bovino reagiram à crescente procura por genética e ampliaram a sua capacidade produtiva – o resultado desse processo foi um aumento de 103%, totalizando mais de 10,8 milhões de doses coletadas no período. Durante os mesmos meses, as exportações de sêmen cresceram 99%.

“O melhoramento genético é uma estratégia extremamente valiosa para o produtor, já que a genética é o único insumo permanente que ele pode trazer para dentro da fazenda. Nesse sentido, a inseminação artificial é o melhor veículo para realizar essa estratégia, e o que os números nos mostram é que cada vez mais produtores investem nessa ferramenta em todo o Brasil, atraídos pelo potencial de aumento de produção”, comentou o gerente executivo da Asbia, Cristiano Botelho.

Segundo Botelho, o impacto social da inseminação artificial também foi destaque em 2021 e continuará sendo nos próximos anos. “É importante pensar na inseminação artificial como uma tecnologia que democratiza o acesso ao melhoramento genético. Tanto o grande quanto o pequeno produtor têm a possibilidade de incluir a sua utilização na fazenda, gerando ganhos para toda a cadeia produtiva do leite e da carne. Além disso, existe a componente da sustentabilidade, já que a genética permite obter um aumento expressivo de produção, em um período de tempo mais curto e sem necessidade de aumentar o espaço ocupado pelo rebanho. Ou seja, é um processo que torna a pecuária mais eficiente e, por isso, sustentável e responsável”, falou.

Em 2021, a Asbia também deu continuidade ao seu trabalho constante de fortalecer a relação com o Governo Federal. A expectativa é que em 2022 a associação continue atuando junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para viabilizar estratégias que impulsionem o melhoramento genético e agropecuária. Entre elas, agilizar os processos de registro de touros e importação de genética.

(Com informações de Agrolink)