A 26ª Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas (COP26), que acontece em Glasgow, na Escócia, está, desde o dia 1 de novembro, discutindo sobre as questões climáticas no mundo. Na última segunda-feira (8) o Brasil abordou e defendeu a pecuária sustentável como um dos pilares para amenizar a emissão de carbono.

No painel “Pecuária Sustentável: Quebrando paradigma para uma pecuária de baixa emissão de carbono”, os representantes da delegação brasileira, composta por representantes do Ministério da Agricultura, da Embrapa, de universidades e de entidades representantes do agro destacaram a “intensificação sustentável” que a pecuária está vivenciando no país.

Durante o painel, a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mariane Crespolini, destacou o Plano ABC. “Lançado há dez anos, o Plano ABC, que foi renovado recentemente, tinha o objetivo de recuperar 35 milhões de hectares de áreas degradas quando foi lançado. Recuperamos 52 milhões de hectares. Deste volume, 27 milhões foram de recuperação de pastagens. Nós precisamos continuar atuando”, disse.

Para o presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Muni Lourenço, a pecuária no Brasil já é sustentável. “O Brasil vem aumentando cada vez mais a produtividade, ao que mesmo tempo em que está reduzindo as áreas de pastagem e liberando para outras atividades, inclusive para agricultura. Também vale ressaltar que a pecuária cumpre o Código Florestal brasileiro, o mais rígido do planeta”, falou.

Os sistemas Integração Pecuária Floresta e Integração Lavoura Pecuária também também foram citados como exemplos de técnicas de manejo que contribuem para tornar a pecuária brasileira mais sustentável.

(Com informações de Canal Rural)