Uma nova plataforma de inteligência artificial foi lançada no Brasil e promete antecipar a pressão de pragas na lavoura com antecedência de uma semana. A tecnologia, chamada de Arc Farm Intelligence, é da FMC e sua confiabilidade chega aos 90%. 

A plataforma fornece dados e informações prévias, baseada em dados em tempo real. Isso garante ao produtor rural a aplicação dos produtos de proteção no local correto e em quantidade adequada. Segundo a própria empresa que desenvolveu a tecnologia, ela garante mais sustentabilidade, além de otimizar a produtividade da lavoura e melhorar o retorno sobre o investimento do produtor.

“O Arc farm intelligence  representa um avanço, pois permite um aconselhamento e insights sobre proteção de cultivos de forma mais rápida, fácil e mais inteligente”, destaca a diretora de marketing, Daniela Tavares.

A tecnologia ainda inclui alertas que são customizados através de um aplicativo móvel. Esses alertas indicam quando é necessário realizar uma ação no campo através de dados confiáveis e imagens, gráficos e mapas de alta qualidade. A Arc Farm Intelligence foi desenvolvida com APIs abertas e pode ser facilmente inserida no ecossistema digital que o agricultor já utiliza. 

Segundo o gerente de desenvolvimento de Mercado em Agricultura de Precisão para América Latina, Piero Castro, a plataforma Arc farm intelligence utiliza dados históricos agregados, modelos entomológicos, dados climáticos de localização precisa e, mapeamento de pragas a nível regional e em tempo real, elevando o grau de confiança do agricultor ao tomar suas decisões sobre o manejo de insetos.

A ferramenta, que é baseada em consultoria de lavoura avançada e machine learning, é capaz de prever a pressão de insetos com uma semana de antecedência e com mais de 90% de confiabilidade para os principais insetos em culturas selecionadas.Segundo a FMC, o feedback tem sido positivo no Brasil e na Grécia, países onde a plataforma tem sido usada para a cultura do algodão. 

“A plataforma está em fase piloto no Brasil, sendo utilizada em mais de 1,3 milhões de hectares, nas culturas de soja, milho e algodão, nos estados da Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nestas áreas, a plataforma utiliza e leva em consideração diversos dados, desde informações climáticas, pressão e número de insetos, para trazer informações confiáveis, seja a cada propriedade, como regional, sobre a ocorrência, flutuação, comportamento e migração de pragas”, destaca Piero.

No Brasil, estão sendo desenvolvidos trabalhos na Bahia, desde a safra 19/20. Isso vem auxiliando os produtores, consultores e técnicos de campo, no entendimento do comportamento e manejo de pragas como bicudo e Spodoptera frugiperda. Os dados auxiliam no planejamento e gerenciamento da lavoura, trazendo maior efetividade no monitoramento e controle das pragas, oferecendo mais sustentabilidade e consequentemente, rentabilidade ao produtor.

E, além deste projeto piloto com pragas no Brasil, a FMC está trabalhando em conjunto, com diversos parceiros, em diferentes áreas de agricultura de precisão. Recentemente, a FMC anunciou que seu braço de Venture Capital investiu na Tecnologia Scanit para análise da Ferrugem Asiática da Soja, no Brasil, usando  o instrumento SporeCam desde o começo de 2021.

(Com informações de Ag Evolution)