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Quais os impactos da saúde do úbere na produtividade?

por | 12 nov 2020 | Tendência

Para atender à crescente demanda do mercado leiteiro, a manutenção da saúde do úbere continua sendo um dos maiores desafios dos produtores.

 Os investimentos em manejo, nutrição, melhoramento genético e, principalmente, na sanidade são imprescindíveis para prevenção de doenças e para a manutenção do bem-estar animal.

Entre as doenças que mais causam prejuízos para produção leiteira está a mastite. A patologia se manifesta de duas formas: clínica, responsável por alterações no leite e anormalidades no úbere, como aumento de temperatura e edema; e subclínica, considerada a forma com maior incidência no campo, sendo responsável por redução na produção e na qualidade do leite.

“Se não tratada rapidamente, a enfermidade pode causar danos irreversíveis ao úbere, que afetarão drasticamente a capacidade produtiva do animal”, explica o médico-veterinário e gerente técnico de pecuária da Ceva, Marcos Malacco.

A manutenção e higienização dos equipamentos de ordenha, assim como a limpeza e a desinfecção dos tetos no momento da ordenha, são algumas medidas simples que auxiliam na prevenção da mastite. Além disso, um manejo de secagem assertivo é importantíssimo para manutenção da saúde do úbere.

“Essa fase assegura um importante período de descanso e recuperação da glândula mamária, além de ter impactos diretos no bem-estar animal. Por isso, é fundamental investir em manejos que assegurem uma secagem eficiente e o conforto do animal durante o período, garantindo assim a alta produtividade e a saúde do rebanho”, detalha Malacco.

Além da mastite, outra patologia que preocupa os produtores leiteiros é a Estefanofilariose. Popularmente conhecida como úlcera de lactação, a doença é causada por nematódeos (vermes redondos) do gênero Stephanofilaria spp.

A parasitose causa lesões, geralmente localizadas no abdômen, na região anterior ao úbere, entre os quartos mamários e nos tetos.

A enfermidade caracteriza-se por uma dermatite, ou seja, uma irritação na pele, seguida pelo surgimento de pequenas vesículas (pápulas), que evoluem para nódulos com secreção e perda de pelos, podendo originar úlceras com presença de crostas.

“Essas lesões causam desconforto nos animais, gerando prurido intenso (coceira) e atraindo moscas, que irritam ainda mais os animais, interferindo no bem-estar dos mesmos. As moscas responsáveis por miíases ou bicheiras, também podem ser atraídas para as feridas. Agravando ainda mais o problema, as lesões podem ser contaminadas por agentes oportunistas que podem ocasionar infecções secundárias nos tetos e no úbere, o que contribui para redução na qualidade do leite”, explica Malacco.

O controle de moscas, especialmente da mosca dos chifres, na propriedade é imprescindível para evitar a proliferação da doença, que é mais observada nas vacas em lactação.

“A rápida identificação de animais afetados pela estefanofilariose e o início precoce do tratamento com produto efetivo e aprovado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) é fundamental para manutenção do bem-estar e da produtividade no rebanho”, finaliza Malacco.

FONTE: MINUTO RURAL

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