A Frísia tem tradição em realizar feiras. Atualmente, produz duas: a ExpoFrísia e a Digital Agro, que levam aos cooperados, colaboradores, fornecedores, clientes e comunidade em geral (do agro ou não) informações fundamentais para se produzir mais e melhor, de maneira sustentável.

Apesar dessa ampla experiência da cooperativa dos Campos Gerais em realizar feiras, pela primeira vez fez um evento 100% online, com todos os palestrantes distantes uns dos outros, se falando via internet. Feito que aconteceu na quarta-feira passada (15/07). São tempos diferentes, com um vírus obrigando as pessoas a se manterem fisicamente distantes, mas presentes.

O foco do evento “O novo normal do agro”, transmitido na página do YouTube da Frísia, era sobre como o segmento agropecuário estará e o que fará na pós-pandemia, porque, afinal, haverá um pós! Talvez o exemplo mais significativo desse novo é o que ocorreu na live, ou seja, uma discussão ampla, eficiente e produtiva de representantes de setores significativos do agronegócio, mas fisicamente não presentes. Isso é uma realidade que permanecerá. As conferências remotas nunca mais deixarão as nossas vidas.

Isso, no agro, é um salto muito importante. Os engenheiros agrônomos, técnicos e veterinários, por exemplo, precisam e precisarão estar nas propriedades, isso não vai mudar. O que está se transformando é que algumas dessas visitas serão na tela do celular. Como o presidente da MSD Saúde Animal Brasil, Delair Bolis, comentou: não será mais necessário horas de viagem para 30 minutos de conversa. Os custos serão menores, o desempenho – tirando algumas situações pontuais – serão iguais (ou até melhores) e todos sairão satisfeitos.

O diretor-presidente da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), Leandro Moura, reforçou algo interessante: talvez essa realidade já estava prevista para acontecer, o que a pandemia provocou e continuará provocando é a aceleração dessa transformação digital. Podemos chamar de revolução dos “5 anos em 5 meses”.

O diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, deu um exemplo bem atual: o marketplace. Nesse sistema, houve uma mudança no comportamento de consumo das pessoas, tanto de quem adquire quanto de quem fornece.

Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da Divisão de Soluções para a Agricultura da BASF na América Latina, lembrou que a tecnologia ganha importância quando traz valor para as pessoas. Ótima colocação! Ela por si só não faz sentido se não atende à demanda/necessidade das pessoas. No caso do agro, do produtor e do consumidor.

Para se produzir alimentos em abundância, com qualidade e a um custo acessível, a tecnologia e o digital devem fazer parte disso. A pandemia colocou como protagonista algo que, de certa maneira, alguns setores viam como coadjuvantes. Agora, estamos em um caminho sem volta, por bem, para se produzir mais e melhor.

Vale destacar: a live da Digital Agro foi um excelente demonstrativo sobre o que o público pode esperar da feira física ano que vem, de 13 a 15 de julho, em Curitiba (PR).