“As cooperativas agropecuárias têm papel central para levar tecnologia e insumos para o aumento da produção”. Essa frase foi pronunciada na última quarta-feira (08/07) por um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro.

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, destacou as cooperativas no processo de ampliação da capacidade produtiva do Brasil em um webinar realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Rodrigues conhece como ninguém o cooperativismo, seja pela sua experiência no agro, seja por ser embaixador especial da FAO (braço da ONU para alimentação e agricultura) para as cooperativas. O sistema cooperativo leva ao produtor rural o que ele precisa, de forma clara, completa e organizada. E muito se deve às cooperativas e seus associados o patamar alcançado pelo Brasil como o principal fornecedor de alimentos do mundo, sendo ainda o maior produtor e exportador de soja.

Sozinhos, o pequeno e o médio produtores não teriam um leque de opções quanto se fossem associados. Os fertilizantes, uma forma de inovação, simbolizam isso. É importante lembrar que metade da comida do mundo só é produzida porque são utilizados esses insumos.

Necessitamos das cooperativas para termos inovação no campo, e precisamos da inovação para atender o que o mundo espera.

A própria FAO divulgou há algum tempo que os países produtores de alimento no mundo precisam, de forma urgente, aumentar suas produções para atender a demanda do planeta. Nos próximos 30 anos, para alimentarmos os esperados 9 bilhões de habitantes – cerca de 2 bilhões a mais que o atual – uma certa “meta” foi apresentada para os países produtores.

Algumas nações precisam aumentar em 10% sua produção, outras 6%, mais algumas 15% ou 20%. O Brasil precisa aumentar 40% sua produção – é mais do que muitos países juntos.

Temos condições para isso? Com certeza! Temos obstáculos para que não ocorra? Igualmente. Mas, como brasileiros, encaramos os desafios de frente e os superamos. Com inovação, planejamento, tecnologia, trabalho, pesquisa, investimento e cooperativismo, ou seja, tudo o que já fazemos, é possível alcançar esse patamar.