Embrapa desenvolve sistema portátil que monitora a qualidade do leite cru em segundos

A Embrapa anunciou recentemente o desenvolvimento de uma tecnologia, que usa feixes de luz, e é capaz de classificar o leite como normal, Lina ou ácido, no local de produção. Com o uso da ferramenta, batizada de SondaLeite, é possível eliminar as incertezas da interferência humana, minimizando possíveis erros e prejuízos da cadeia leiteira, especialmente para pequenos produtores.

O projeto, de acordo com a instituição, ainda está em fase de validação e está sendo desenvolvido pela Embrapa Instrumentação (SP) em parceria com a Embrapa Clima Temperado (RS), com o apoio da Dairy Equipamentos, de Curitiba, no Paraná.

O sistema digital permite acesso aos dados da análise de forma remota via conexão de rede sem fio (Wi-fi). A inovação, segundo divulgou a Embrapa, foi capaz de detectar em segundos e com precisão um problema multifatorial que traz grandes prejuízos à cadeia produtiva brasileira, a incidência do leite instável não ácido (Lina).

Tecnologia portátil SondaLeite – Foto: Divulgação/Embrapa

“A pretensão é que o SondaLeite consiga diferenciar o Lina, o leite normal e o leite ácido. Assim, pode-se oferecer uma nova forma de avaliação da qualidade do produto nas unidades de produção de leite, evitando a condenação do Lina”, diz a pesquisadora Maira Balbinotti Zanela, médica-veterinária à frente das atividades na Embrapa Clima Temperado.

Com esses resultados, o próximo passo é o processo de licenciamento para iniciativa privada, para que seja possível fazer uma produção em escala e disponibilizar ao setor leiteiro.

O SondaLeite, que tem patente já concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde 2021, começou a ser desenvolvido em 2019. Os desenvolvedores afirmam que o sistema portátil é robusto, rápido nos resultados e de fácil manuseio. “Ele poderá ser utilizado diretamente no campo, acoplado em caminhões de coleta a granel, bem como no laboratório e até mesmo instalado nos tanques de resfriamento, em laticínios e cooperativas”, diz a Embrapa.

Além de monitorar a qualidade do leite, os dados fornecidos podem ser utilizados para detectar mastite e também adulterações. As novas funcionalidades podem ser incluídas com incrementos na instrumentação do aparelho, o que aumentará o seu leque de aplicações.

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