A aproximação de Lula com o agro brasileiro

A partir do dia 1º de janeiro de 2023 o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva assumirá seu terceiro mandato como presidente da república. Lula venceu, no último domingo (30) o atual presidente, Jair Bolsonaro, no segundo turno da eleição presidencial.  Agora um dos principais desafios do petista é abrir diálogo com o agronegócio para atrair essa parcela importante da economia.  

Entre as principais propostas de Lula, está o fortalecimento da agropecuária mais sustentável através de um crédito agrícola mais barato para produtores rurais que adotarem práticas consideradas verdes.  O novo governo deverá ainda apostar em ações que recuperem pastagens degradadas, transformando-as em áreas produtivas para gado ou grãos.  

A Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo) publicou uma nota onde diz esperar “respeito e o diálogo” com o agro por parte do presidente eleito. “O agronegócio nacional representa hoje 27% do Produto Interno Bruto (PIB), com uma população ocupada de 18,74 milhões de pessoas”, disse na nota o presidente do órgão, Fábio de Salles Meirelles. 

Foto: Ricardo Stuckert

A Faesp divulgou ainda que espera que o novo governo dê continuidade às ações que têm o objetivo de colaborar com a prosperidade dos produtores rurais. Eles acreditam que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckimin poderá contribuir para evitar retrocessos no setor.  

Nesta nova empreitada, o PT afirma que pretende seguir com ações da chamada agricultura de baixo carbono. Durante a campanha, Lula afirmou em algumas ocasiões ser possível apoiar a produção agropecuária ao mesmo tempo que as medidas ambientais são fortalecidas.  

Por parte do setor, algumas das maiores preocupações são em relação ao MST, reforma agrária e posse de armas. Sobre essa última questão, o petista afirmou, em uma entrevista concedida em setembro ao Canal Rural, que não se opõe à posse de armas como forma de defesa. “Ninguém vai proibir que o dono de fazenda tenha uma ou duas armas. Agora, se ele tem 20, não é mais arma para defesa. Se tiver 30, pior ainda”, disse.  

Segundo Carlos Ernesto Augustin, um dos principais articuladores da campanha de Lula com o agronegócio em Mato Grosso, o diálogo entre o novo governo e o agro terá sucesso. Ele lembrou ainda que o atual presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, o deputado do MDB Sérgio Souza, já foi suplente de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, no Senado Federal. 

A perspectiva agora é que aconteça uma transição de poder tranquila. 

(Com informações do Canal Rural, Valor Econômico, Globo Rural, Notícias Agrícolas e UOL)  

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