Embrapa desenvolve película que dobra vida útil do morango

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveu um revestimento, utilizando nanotecnologia, que é capaz de dobrar a vida útil do morango de cinco para 12 dias. Segundo o responsável pela pesquisa, Josemar Gonçalves de Oliveira Filho, pós-doutorando na Embrapa Instrumentação, o projeto foi desenvolvido por conta da durabilidade ser muito curta.

De fato, a fruta é uma das mais sensíveis nos hortifrutis, ficando em terceiro lugar no ranking de perdas. “Além disso, quando comparado a outras frutas, o morango apresenta uma particularidade, sua superfície rugosa e sensível. Devido a isso, os revestimentos comercialmente disponíveis e utilizados em outras frutas, como laranja, limão e mamão, dificilmente apresentam bons resultados na conservação dos morangos”, apontou o pesquisador.

O material foi desenvolvido com nanotecnologia para ser compatível com a superfície do morango e, assim, aumentar sua vida útil. Quando aplicado na fruta, ele forma uma película bem fina, após a evaporação da água. Essa camada cria uma barreira entre o morango e o oxigênio.

“A redução do contato da fruta com o oxigênio faz com que o morango respire de forma mais lenta, o que acaba atrasando o seu metabolismo. O atraso no metabolismo faz com que a fruta perca menos água (fique murcha) e estrague mais lentamente”, explicou Josemar à Folha de Londrina. Essa camada ainda faz com que o morango sofra menos danos físicos.

Outro ponto positivo com a criação da Embrapa é que a película impede o crescimento de fungos, aumentando assim a durabilidade da fruta.

Imagem: Amanda Akashi/Divulgação

O pesquisador contou à Folha de Londrina que a descoberta levou quatro anos para ser feita e a tecnologia empregada é bem acessível, pois utiliza apenas compostos comestíveis de origem vegetal.

Agora, para a aplicação da tecnologia em larga escala é necessário o desenvolvimento ou adaptação de um sistema para aplicação da solução de revestimento em larga escalala, por aspersão acoplado a uma câmara de secagem.

A expectativa é que a tecnologia esteja em breve disponívei aos produtores de morango.

(Com informações da Folha de Londrina)

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